Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a ideia cansa de procurar e para.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não… Amor é um exagero… também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação.
Esse negócio de amor, não sei explicar.

fonte: MARIO PRATA

3 comentários

  1. PapoDeComadre.com em 27/05/2010 às 19:54

    Silene, primeiramente gostaria de agradecer o seu comentário. Venho aqui informar que este texto foi retirado do link http://www.velhosabio.com.br/mensagem/206/Sentimentos.html, onde informa que o texto “sentimentos” é de Mário Prata. Verifiquei no link http://www.pensador.info/livro_mania_de/, que existem algumas frases que são parecidas, porém não conferem com todo o texto. Fica então a dúvida em relação a autoria do mesmo. Caso tenha mais informações sobre a autoria do texto peço que por favor me informe.



  2. Sibele em 27/05/2010 às 17:06

    Este texto é lindo mas não é do Mario Prata. É da Adriana Falcão, talentosa escritora, no livro “Mania de Explicação”. ADORO e RECOMENDO! 😉



  3. Gelci Carlos Abreu em 28/02/2010 às 10:20

    Bom dia…
    Os sentimentos são como riachos que brotam na natureza. Eles brotam na natureza humana, cada um tem sua fonte e escorrem, com trajetória ignorada e destino planejado desaguando no mar. os rios dos homens desaguam na necessidade de amar.



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